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Path Of Exile 2

Path of Exile 2 em 2025: ainda compensa entrar agora?

Se você curte ARPGs “hardcore”, loot infinito e aquela mistura de teoria + prática para montar builds absurdas, é impossível ignorar Path of Exile 2 (PoE2). A sequência da Grinding Gear Games (GGG) chegou em Acesso Antecipado no fim de 2024 e, ao longo de 2025, recebeu correções, ajustes e conteúdo — ao mesmo tempo em que manteve aceso o debate: vale a pena jogar já ou é melhor esperar o lançamento “1.0”? Abaixo, destrincho jogabilidade, modelo de preços, requisitos de PC, ritmo de atualizações e para quem o jogo é (ou não) indicado.


Visão geral rápida

O que é? Um ARPG isométrico com campanha própria, 12 classes (cada uma com 3 ascendências), novo sistema de gemas e um endgame robusto. Apesar de compartilhar compras cosméticas com o PoE1, PoE2 é um jogo separado. Durante o Acesso Antecipado, a GGG planeja dobrar o escopo rumo ao lançamento completo.

Status de lançamento: em Acesso Antecipado desde 6 de dezembro de 2024; a GGG estimou “pelo menos 6 meses” no EA, mas o diretor Jonathan Rogers já indicou que talvez não saia do EA em 2025, priorizando qualidade e polimento.

Acesso & Preço: não é F2P durante o EA — o acesso requer um Supporter/Early Access Pack (a partir de US$ 29,99 no Steam; no Brasil, a Steam praticou R$ 79,80 para o pacote base em várias janelas). Após o EA, PoE2 será free-to-play.

Plataformas & recursos sociais: PC (Steam, standalone e Epic), PS5 e Xbox Series, com cross-play, cross-progression e couch co-op (cooperativo de sofá) desde o EA.


Jogabilidade: o que muda (e por que isso importa)

Nova fundação de combate

PoE2 altera significativamente o “feeling” de combate em relação ao PoE1. Há rolagem de esquiva (dodge roll) integrada ao kit (com invulnerabilidade a ataques durante a animação, condicionada a nuances como direção/área), menos “mobbing” burro e chefes mais mecânicos e multi-fase em praticamente toda zona da campanha. O resultado é um ARPG que exige leitura de padrões, posicionamento e tempo — mais próximo da escola “soulslike” em filosofia, sem abandonar a fantasia de poder do loot.

Além disso, o jogo oferece WASD movement (no PC), suporte de controle de alto nível (com pegada de twin-stick shooter para várias builds) e uma apresentação mais limpa de informações, o que ajuda novatos a engatar.

Sistema de gemas e builds

O sistema de Gemas foi redesenhado: as Support Gems agora são encaixadas diretamente nas Skill Gems, o que permite “seis-linkar” qualquer habilidade e reduz a fricção do caça-sockets perfeito em itens. O passivo traz Dual Specialisation para alternar mini-árvores conforme arma/estilo, habilitando hibridismos (ex.: adagas + armadilhas) com custo de oportunidade menor. Na prática, você explode o espaço de design para builds mais criativas sem perder profundidade.

Campanha e classes

A GGG projeta um escopo final com seis atos, 100 ambientes, 100 chefes e 700 tipos de base de item; durante o EA, o jogo estreou com três atos e um endgame já funcional, com planos de adicionar o restante no caminho ao 1.0. As 12 classes (duas para cada combinação STR/DEX/INT) cada qual com 3 ascendências dão 36 especializações — do Monk ágil à Sorceress vidrada em magias elementais, passando por Huntress/Warrior/Mercenary e cia.

Endgame: Atlas, mecânicas e chefões

Após a campanha, o endgame gira em torno do Atlas of Worlds com árvores passivas de mapa para turbinar recompensas/dificuldade e o retorno (reinterpretado) de mecânicas tradicionais (Breach, Expedition, Delirium, Ritual etc.). Chefes de pináculo e progressão por fragmentos, com encontros “pico” como o Arbiter of Ash, compõem o teto de desafio para builds maduras. É um endgame grande, modular e sistemático, que favorece especialização e rerolls.


Cooperação, couch co-op e social

PoE2 tem coop online para até seis jogadores, cross-play e cross-progression entre PC/consoles. E, algo raro no gênero, suporta couch co-op tanto em consoles quanto no PC, com duas contas separadas. É um argumento fortíssimo para quem quer “dividir a tela” no sofá — ainda que existam queixas de QOL em tela dividida e arenas de chefe quando os jogadores se separam.


Modelo de preços: quanto custa “entrar” em 2025?

Aqui está o ponto mais polêmico do EA: para jogar hoje, você precisa de um Supporter Pack. O Early Access Supporter Pack do Steam custa US$ 29,99 e inclui chave de acesso + 300 pontos. Existem tiers superiores (US$ 59,99 e US$ 99,99 no Steam), além de pacotes “premium” no site (US$ 160, US$ 240 e US$ 480 “Liberator of Wraeclast”), que agregam cosméticos, pontos extras e, às vezes, chaves adicionais para amigos. Após o EA, PoE2 será F2P com monetização cosmética (sem “pay-to-win”), exatamente como PoE1.

Preço no Brasil: o SteamDB registrou o pack base por R$ 79,80 em várias ocasiões, com variação conforme ajustes regionais e janelas. Em tiers, a paridade costuma escalar (p.ex., R$ 159, R$ 259 etc., sujeito a arredondamentos e promoções), mas o valor em dólares guia o patamar.

Observação importante: a GGG definiu que quem gastou US$ 480 (ou mais) em PoE1 no mesmo plataforma/realm recebeu acesso ao EA de PoE2 sem comprar pack — política que não considera preços regionais, apenas soma em USD.


E o “custo real” de jogar?

PoE1 sempre foi F2P “justo”, mas otimizar o conforto invariavelmente leva a comprar Stash Tabs (moedas, mapas, fragmentos etc.). No PoE2, a GGG confirmou compatibilidade de microtransações e tabs “quando aplicável” — muitas abas funcionam (com ajustes de conteúdo), e a loja do EA oferece cosméticos selecionados. A expectativa é que, no 1.0, quem quiser invista em abas essenciais (Moedas, Gemas, Quad Premium), enquanto o resto segue cosmético/qualidade de vida opcional.


Requisitos de PC: o que roda “bem”?

Mínimos (1080p baixo/60, aproximado):

  • CPU: Intel Core i7-7700 ou AMD Ryzen 5 2500X

  • GPU: GeForce GTX 960 3GB / Intel Arc A380 / Radeon RX 470

  • RAM: 8 GB

  • Armazenamento: 100 GB (recomendado SSD)

  • SO: Windows 10; DX12 obrigatório.

Recomendados:

  • CPU: Intel Core i5-10500 ou Ryzen 5 3700X

  • GPU: GeForce RTX 2060 / Arc A770 / Radeon RX 5600 XT

  • RAM: 16 GB

  • Armazenamento: 100 GB (SSD recomendado)

Tradução prática para o Brasil:

  • Máquinas com GTX 1660 Super ou RTX 2060 + Ryzen 5 3600/equivalentes devem atingir 60+ fps nos presets médios em 1080p.

  • Em APUs modernas (ex.: Ryzen 7 8700G), espere reduzir sombras/efeitos.

  • DX12 e VRAM ≥ 3 GB são mandatórios — placas antigas (GTX 1050 2GB) ficam fora do mínimo.


Estado do Acesso Antecipado: maturidade, atualizações e ritmo

O EA começou com 3 atos e “dezenas” de chefes/centenas de monstros já disponíveis, mais um endgame funcional. Ao longo de 2025, patches de equilíbrio e qualidade de vida foram saindo, incluindo correções e conteúdo incremental (ex.: 0.2.1b em 11 de julho de 2025). O plano segue sendo expandir para 6 atos, 12 classes e 36 ascendências, além de aumentar variedade de mapas, sistemas e confrontos. A própria GGG sinaliza que o EA dura “o tempo que for necessário”, preferindo adiar o 1.0 do que sacrificar polimento.

Tradução prática para o jogador: o core está lá (campanha curtível + endgame para “farmar”), porém mecânicas, economia e balanceamento seguem em fluxo. Builds “quebradas” surgem e desaparecem entre patches; itens/chefes podem mudar de patamar de uma liga para outra. Se isso te empolga (metagame vivo), ótimo; se te frustra, talvez o 1.0 seja sua janela ideal.


Compensa jogar hoje?

Sim, se…

  • Você gosta de experimentar e não se importa com equilíbrio em movimento. Parte da graça do EA é ver a meta nascer/mudar e participar do debate.

  • ARPG desafiador te atrai: chefes com múltiplas fases, leitura de padrões e combate menos “braço automático” que no PoE1.

  • Quer cooperativo verdadeiro: cross-play/cross-progression e couch co-op fazem PoE2 brilhar como experiência social — inclusive para jogar com quem só tem console.

  • Você enxerga valor nos cosméticos/abas e não se incomoda com o gasto inicial do Supporter Pack para entrar já.

Talvez não, se…

  • Você quer F2P já: atualmente o acesso depende de pack pago; o F2P vem após o EA.

  • Odeia “quebra de build” ou mudanças frequentes. Em EA, isso vai acontecer.

  • Prefere campanhas concluídas e conteúdo “completo”: a jornada para 6 atos e todas as classes/ascendências ainda está em construção.


Preço x valor: como pensar a decisão

Entrar agora (US$ 29,99 / ~R$ 79,80 no pack base) é, essencialmente, comprar o ingresso para experimentar o jogo mesmo e influenciar seu rumo — levando 300 pontos em créditos cosméticos. Se você é entusiasta do gênero ou quer jogar com amigos , o custo/benefício é defensável (e muito bom se dividir um pack com chave extra nos tiers acima). Se você só quer “varrer Wraeclast” sem fricção e sem gastar além de abas no futuro, esperar o F2P pode ser o melhor plano.


Dicas para uma boa primeira experiência

  1. Ajuste expectativas de dificuldade: chefes cobram posicionamento e leitura. Valerá mais dominar a rolagem, timing e resistências do que “apenas DPS”.

  2. Comece com classes “diretas”: Warrior/Mercenary com armas físicas ou Sorceress elementar tendem a oferecer kits intuitivos, fartos em suporte e sinergias claras. (A árvore com Dual Specialisation te permite “pivotar” sem perder pontos.)

  3. Invista cedo em abas essenciais (quando puder): Currency, Gems e uma Premium Quad facilitam a vida (e a economia entre amigos). As abas do PoE1 aplicáveis funcionam no PoE2.

  4. Controle técnico: no PC, controle + WASD é uma delícia para builds de projéteis/armadilhas. Teste e veja o que “clique-para-mover” vs. “twin-stick” faz melhor para você.

  5. Não corra do endgame: o Atlas e suas árvores de mapa são o coração do “grind inteligente”. Escolha 1–2 mecânicas (Ex.: Expedition ou Ritual) e foque nelas para sentir progressão e drops valerem o tempo.


Veredito

Path of Exile 2é um excelente ARPG em construção — combate mais técnico e responsivo, progressão de build mais elegante (novas gemas/dual spec), campanha competente e um endgame sistêmico que nasce robusto. O custo de entrada no EA é real, e o jogo não é F2P ainda, o que naturalmente desanima quem só topa “começar sem gastar”. Além disso, é um ambiente vivo: o meta muda, classes e itens são retrabalhados e, sim, pode pintar frustração se sua build for nerfada.

Dito isso, compensa jogar hoje se você:

  • tem fome de ARPGs “complexos” e quer surfar o nascimento da meta;

  • pretende jogar com amigos (cross-play/couch co-op) e valoriza o social;

  • aceita pagar o ingresso do EA e, quem sabe, pegar cosméticos/tabs no caminho.

Caso contrário, espere o F2P pós-EA: a GGG já cravou essa direção, e o estúdio sinaliza que só sairá do acesso antecipado quando achar que está no ponto certo — mesmo que isso ultrapasse 2025. Para o perfil “paciente”, você deve chegar a um PoE2 maior, mais redondo e, claro, gratuito para começar.


Ficha técnica & referências rápidas

  • Status: Acesso Antecipado desde 6/12/2024; F2P somente após o EA.

  • Acesso pago (Steam): US$ 29,99 (pack base), com tiers de US$ 59,99 e US$ 99,99; no Brasil, o base apareceu por cerca de R$ 79,80.

  • Requisitos (PC): i7-7700/R5-2500X + GTX 960 3GB/RX 470 (mínimo) | i5-10500/R5-3700X + RTX 2060/RX 5600 XT (recomendado); DX12, 100 GB (SSD recomendado).

  • Cross-play, cross-progression e couch co-op: confirmados.

  • Escopo planejado: 6 atos, 12 classes (36 ascendências), 100 chefes, 700 bases. EA estreou com 3 atos + endgame, crescendo ao longo de 2025.

  • Ritmo de patches: atualizações frequentes; ex.: patch 0.2.1b em 11 de julho de 2025.

  • Possível duração do EA: “ao menos 6 meses”, podendo superar 2025.

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